Vaga-lume e as Luzes Naturais

Explorando o Japão vaga lumes

Dotados de luz própria e de coloração que chama a atenção, os vaga-lumes são insetos privilegiados da natureza que conseguem esse “poder luminoso” por meio da química.

Sabemos que a sensibilidade artística do Japonês é única e quase sempre nos emociona. Seja na cultura tradicional ou nas artes contemporâneas, sempre nos surpreendem com seus trabalhos magníficos.

Uma das coisas que fascina são as luzes artificiais (as luminárias feitas de papel), oriundas da China e, mais tarde, incorporada à cultura tradicional japonesa. Mas a natureza tem parcela importantíssima na beleza das luzes naturais. Uma delas é o vaga-lume.

 

Como ‘funciona’ um vaga-lume?

Vaga-lume

A luz emitida pelo vaga-lume deriva de um processo natural, que os cientistas chamam de bioluminescência. Os vaga-lumes possuem órgãos fotóticos que produzem luz através de uma reação química, que consiste em luciferase, uma enzima que cataliza a oxidação de uma molécula colorida, luciferina, junto com magnésio-ATP e o oxigênio molecular. 

Essa energia química é convertida em energia luminosa, sem que haja produção de calor. Por isso, a luz do inseto é fria, e ele não se aquece quando a emite.

 

 

 

Para que serve esse brilho natural?

Para nós, seres humanos, a principal funcionalidade dessa luzinha é para nosso entretenimento, afinal, são milhares e milhares de pessoas no mundo que ‘odeiam’ insetos, mas quando falamos de vaga-lume, até se esquecem que este também é um artrópode.

A segunda utilidade para o ser humano é a de lanterna, pois essa luz fria, bonita e encantadora é potente, chegando em alguns casos, ser mais potentes que uma luz branca (quando encontrados em grande quantidade e em ambientes muito escuros.

Para o inseto propriamente dito, a sua bioluminescência tem várias funções, dependendo da época de vida do vaga-lume.

Quando ele ainda é um pequeno vaga-lume, esse brilho o ajuda a afastar predadores e ainda consegue usar o mesmo mecanismo para atrair suas presas e se alimentar com mais facilidade.

Já quando atinge a fase adulta (momento em que ele é mais facilmente encontrado na natureza) usa a bioluminescência para fins de reprodução.

 

 

Admiração Pelos Vaga-lumes

vaga-lume no japao

Os japoneses são em sua maioria ecologicamente corretos e tomam diversos cuidados com a natureza, principalmente por seu território ser pequeno e de difícil utilização para plantação e moradia. Além disso, a preservação ambiental é algo que ajuda não só o Japão, mas o mundo.

Agora que já falamos sobre como ‘funciona’ um vaga-lume, podemos falar da admiração que os japoneses tem por eles.

 

Vaga-lumes no Japão

Esses insetos bioluminescentes se reúnem geralmente no período em que antecede a temporada de chuvas, que ocorre no final de maio e início de junho.

Para se ter ideia dessa admiração, há inclusive uma cidade onde a presença desses insetos ganha destaque e durante uma ou duas semanas, as pessoas se reúnem a noite para ver os vaga-lumes, conforme pode ser visto aqui:

Outra referência fortíssima desses insetos está nos animes. São incontáveis os animes que em algum momento retratam uma cena cotidiana do fim da estação das chuvas no Japão e que mostram florestas e praças cheias de vaga-lumes.

O anime mais ‘óbvio’ dessa lista é o Cemitério de Vaga-lumes. Muitos animes também do Studio Ghibli apresentam essa inspiração nesses iluminados por natureza, como, por exemplo, a Viagem de Chihiro, além de vários filmes.

 

Curiosidades Sobre os Vaga-lumes

  • Estes lindos insetos infelizmente estão sofrendo o risco de extinção devido as luzes das grandes cidades.
  • Ao entrar em contato com essa iluminação artificial, sua bioluminescência é anulada.
    Como eles se identificam e encontram os parceiros do sexo oposto por meio da luz, não conseguem se reproduzir.
  • Os vaga-lumes são insetos que causam menos medo nas crianças e muitas ao encontrar, aprisionam-os para admirar sua luz natural
  • Cada espécie desse inseto pisca sua luz em frequência diferente, facilitando, dessa forma, o encontro de parceiros da mesma espécie.
  • Após atingir a fase adulta, eles têm em média duas semanas de vida, período em que se reproduzem.

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