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Tomie Ohtake morre aos 101 anos

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No dia 12 de fevereiro de 2015, aos 101 anos de idade, morre Tomie Ohtake a artista plástica que ficou conhecida como a ““Dama das Artes Plasticas””, morreu nesta quinta-feira, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde estava internada na UTI. Ela foi hospitalizada no último dia 2 para tratar de uma pneumonia e, momentos antes de receber alta, na terça-feira, teve de ser levada às pressas para a UTI depois de sofrer uma bronco aspiração, que comprometeu as batidas do coração. Segundo a assessoria de imprensa da artista, ela morreu às 12h20min.
Em nota de falecimento, o Instituto que possui o mesmo nome da artista comunica o local do velório da Artista.

“”É com grande tristeza que o Instituto Tomie Ohtake comunica o falecimento da nossa querida patrona, Tomie Ohtake.
O velório será realizado amanhã, dia 13 de fevereiro, no Instituto Tomie Ohtake, de 8:00 às 14:00 horas, localizado na Rua Coropés n. 88, no bairro de Pinheiros, São Paulo.

Agradecemos todas as manifestações carinhosas recebidas.””

 

 

Vida e Obra de Tomie

Tomie Ohtake é um nome mundialmente famoso no contexto artístico. Ela foi sem dúvidas uma das pessoas mais importantes no Abstracionismo informal. Nascida em Quito, no Japão, desde cedo teve interesse por artes plásticas, contudo, estava fadada a se casar e dedicar sua vida à família. Membra de uma família tradicional, resolveu aos 23 anos de idade abandonar o conforto de seu lar e viajar em busca de seu sonho: Ser artista.

Tomie Nakakubo, (nome de solteira) mudou-se para o Brasil em 1936, fixando-se em São Paulo.

Anos mais tarde, Tomie casou-se com o engenheiro agrônomo Ushio Ohtake e teve dois filhos. Por longo tempo, desempenhou o papel de esposa e mãe exemplar. Tomie era uma pacata dona-de-casa de 39 anos quando decidiu seguir o conselho de Keisuke Sugano, pintor japonês que conheceu enquanto ele fazia sua exposição em São Paulo, no ano de 1952.

Transformou então sua pequena sala de visitas de sua casa num ateliê. Começou retratando a paisagem do bairro paulistano da Mooca, onde morava. Três anos depois, trocou a arte figurativa pela abstrata. “Queria pintar o que vinha do coração e não apenas o que via”, explica ela em uma entrevista.

Em 1953, passou a integrar o Grupo Seibi, do qual participam Manabu Mabe (1924 – 1997), Tikashi Fukushima (1920 – 2001), Flavio Shiró (1928), Tadashi Kaminagai (1899 – 1982), entre outros. Após um breve período de arte figurativa, a artista define-se pelo abstracionismo.

A partir dos anos 1970 trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Surgem em suas obras as formas orgânicas e a sugestão de paisagens. Na década de 1980 passou a utilizar uma gama cromática mais intensa e contrastante. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Recebeu em Brasília o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura – em 1995. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake em São Paulo.

A “dama das artes plásticas brasileira”, além de se envolver trabalhos voltados a gravuras envolvendo o abstracionismo, Em 1995 escreveu juntamente com Alberto Goldin escreveu o livro intitulado “Gota d’água” que foi escolhido pela Jugend Bibliothek de Munique, na Alemanha, como um dos melhores livros editados no Brasil no ano de 1995.

As habilidades da japonesa, então naturalizada brasileira pareciam não ter limites e no ano de 2013, comemorou seu Centenário com exposição é baseada em três eixos, que são preocupações constantes na obra de Tomie: a cor (e seus contrastes), o gesto (as curvas e as espirais presentes em seus trabalhos) e a materialidade (a textura dos materiais). “A obra da Tomie é muito rica no modo de reinventar maneiras de lidar com assuntos que são muito constantes na arte, em geral, e na pintura, especificamente. Tomie conseguiu lidar com isso de maneira muito inventiva ao longo dos anos. “Essa exposição acaba sendo uma grande chance de conhecer uma variedade de abordagens da pintura, da cor, do gesto e da materialidade””, disse Miyada, seu curador, durante entrevista a Agencia Brasil.

Certamente ficará na história do país e do mundo pela sua exímia contribuição não só como artista, mas como pessoa.

Para saber mais sobre a artista, você pode acessar este link:

http://infograficos.oglobo.globo.com/cultura/a-vida-de-tomie-ohtake.html

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