Liberdade – O Bairro Oriental de São Paulo


O bairro da Liberdade, localizado bem no centro da Capital Paulista, é o bairro com mais características que remetem ao Oriente do que qualquer outro lugar da cidade, além de ser sem dúvidas o local com maior concentração de japoneses e orientais de modo geral.

Palco de eventos importantíssimos da cultura japonesa, como o Tanabata Matsuri (Festival das Estrelas) e da cultura oriental é o cenário perfeito para o maior evento da cultura chinesa, o Ano Novo Chinês, o bairro possui um história e tanto, confira abaixo:

 

 

O famoso bairro oriental de São Paulo já foi palco de grandes lutas na história da capital. O nome Liberdade vem dos tempos da abolição dos escravos. Antigamente, a área era conhecida como Campo da Forca.

No centro do bairro, no largo está a Igreja da Santa Cruz, que ficou mais conhecida calmo Igreja dos Enforcados. É lá que as pessoas vão acender velas para as almas. Nas imediações e existia, já por volta de 1770, um dos primeiros cemitérios da capital, onde eram enterrados os escravos.

 

A Origem do Bairro da Liberdade

Antes de falarmos sobre a história do Bairro, temos um documentário que foi produzido pela prefeitura de São Paulo e que pode ser visto na íntegra abaixo. Caso não queira ver o vídeo, poderá ler a síntese na sequencia:

 

 

A história e a lenda se confundem no episódio que levou o bairro a ser conhecido no final do século 19, e se tornar local de devoção. O soldado Francisco José de Chagas, em 1821, fora condenado à morte por liderar uma rebelião contra os atrasos nos salários. Isso é História.

O outro lado, a lenda: sua execução, em praça pública por enforcamento, deu o que falar. A corda por três vezes se rompeu e o soldado acabou sendo morto a pauladas. O povo presente na praça viu em tal fato um milagre. Afinal, não é sempre que uma corda se parte três vezes seguidas.

“Chaguinhas”, como era conhecido o soldado, foi enterrado no Cemitério dos Escravos, que ficava entre a Rua dos Estudantes e a Almeida Júnior. A capela desse cemitério é a Igreja dos Aflitos, que ainda existe por lá, na rua que leva o mesmo nome.

 

 

Nos primeiros anos do século 20, iniciou-se a total mudança da face do bairro. É que em 18 de junho de 1908 chega ao porto de Santos o navio Kasato-Maru, trazendo os primeiros 782 imigrantes japoneses ao Brasil.

Deixaram o porto de Kobe em 28 de abril para “fazer a América”, que na época significava plantar café no interior de São Paulo. Muitos não se acostumaram à rotina quase escravocrata dos fazendeiros e voltaram para a capital.

Como nas décadas seguintes vieram mais de 30 navios abarrotados de japoneses, a Liberdade foi abrigando vários deles.

A confraria cresceu e cada um que não se dava bem no interior, tinha proteção entre os moradores até se acertar na capital. O desenvolvimento foi inevitável e o bairro, ao longo dos anos, adquiriu características orientais, Assim vieram outros povos asiáticos, como chineses e coreanos.

 

A Liberdade nos Dias de Hoje

Hoje, a Liberdade é um dos bairros maior atração turística da capital, com suas ruas enfeitadas e coloridas, seu comércio diversificado e sua beleza.

Na Rua Tomas de Lima, o Museu da Associação Okinawa do Brasil, erguido em homenagem aos primeiros japoneses que chegaram ao Brasil em 1908, está aberto para visitação, de segunda a sexta em horário comercial.

Há um Centro de Estudos Nipo-Brasileiro situado na Rua São Joaquim, 381. A entidade, fundada após a Segunda Guerra Mundial, desenvolve estudos sobre a imigração japonesa no Brasil e possui uma biblioteca aberta ao público.

Com relação ao Comércio, a região é predominantemente oriental, contudo, muito de suas características foram “engolidas” pela nova forma de comércio adotada para o público turístico, nas quais aos poucos foram tomando o lugar das lojas e restaurantes mais tradicionais do bairro.
Com isso, a Associação Cultural e Assistencial da Liberdade, tem feito grande esforço para revitalização do bairro, retomar as origens das lojas tradicionais e propiciar algo além do turismo, que hoje é responsável pela visita de pessoas de vários estados e até países, em busca dos artefatos e alimentos do Oriente.

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