Praça Província de Shiga, o Japão no Sul do País

capashiga

Muito se fala sobre a Capital paulista, em especial sobre o bairro da Liberdade, onde existe uma grande concentração de japoneses e orientais. O que nem todo mundo sabe, é que no sul do país, em específico na capital gaúcha, Porto Alegre, existe um local com muita influencia nipônica, tendo inclusive uma praça (Província de Shiga) na qual foi projetada no intuito de comemorar o convenio de fraternidade entre o estado gaúcho e estado irmão de Shiga.

Shiga é uma província japonesa, espremida entre as províncias de Aichi, Fukui, Gi­fu, Kyoto e Mie, Shiga não têm contato com o mar. Mas alguns trechos do lago Biwako assemelham-se a “praias” e, em seu interior, há até mesmo duas ilhas: Chikubu e Okishima.

Nas partes mais turísticas do lago, há áreas para banhistas, quiosques, espaços destinados a “camping”, lazer ou prática de esportes, e toda a estrutura típica para receber visitantes.

 

Um pedacinho do Japão no Sul do País

A Praça Província de Shiga é um local muito conhecido e apreciado pelos que moram na capital do Rio Grande do Sul. O que muito chama a atenção é o clima da região, que remete de fato as paisagens tão conhecidas da terra do sol nascente. A praça foi projetada por Kunie Ito, arquiteto e paisagista.

A área verde de 3.860 metros quadrados se caracteriza pelos traços de um belo e tradicional jardim nipônico, lindo e que estimula a contemplação.

Como todo o jardim japonês, ele é diferente dos jardins ocidentais porque a intenção é diferente, sem intervenções. Deixam a natureza como ela é. A intenção é inspirar serenidade e paz interior.

O local conta com um pequeno lago, cascata, quiosque e outros elementos típicos da cultura nipônica. Sobre a cascata, está debruçada uma linda Sakura. O local conta também com áceres, azaleias e outras espécies tradicionais no Japão.

A praça é situada em Porto Alegre, entre as avenidas Plínio Brasil Milano e Cristóvão Colombo, no bairro Higienópolis. Abaixo segue um mapa da região:

 

Mapa-Praça-Shiga

Na entrada da praça há uma placa fixada em uma das rochas, onde diz: “Praça Shiga. Esta praça foi oferecida ao povo gaúcho pela Província de Shiga-Japão, estado-irmão do Rio Grande do Sul em comemoração ao convênio de fraternidade assinado entre os dois estados. Outubro de 1983.”, conforme imagem abaixo:

A praça é encantadora em todos as estações e um bom passeio para quem pretende conhecer um lugar diferente e sair um pouco dos mesmos parques sempre cheios. A praça é cercada e por isso tem horário de visitação, está aberta de terça-feira a domingo, das 08:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00. Não é permitida a entrada de cães.

Para que se tenha noção da beleza do local, é possível ter uma visualização em 360 graus do centro da praça através do quadro abaixo:

 

 

 

 

Um pouco de história

Os imigrantes que saíram do Japão rumo ao Rio Grande do Sul, ao contrário do que muitos pensam, tiveram apoio dos governos de origem para que pudessem se estabelecer aqui no Brasil.

Segundo livro TAKUSEKI, publicado em 1996, o primeiro japonês a pisar o solo gaúcho foi o médico Yunosuke Nemoto, em 1920 e do Eito Asaeda em 1924, ambos vindos de São Paulo, este último casado com uma brasileira.

O clima propício e a necessidade de mão-de-obra agrícola possibilitaram a primeira tentativa de colonização no estado. Grande parte dos imigrantes iam para o Sul do país de forma indireta, oriundos principalmente da capital paulista. Outro fato importante foi que boa parte dos que imigraram para o sul, se focaram na indústria agrícola, já que o pre-requisito de nível técnico era exigido.

Em agosto de 1936 na região de Santa Rosa, no município de Horizontina, foram estabelecidas dezoito famílias japonesas pela empresa de colonização Companhia Ultramarina de Empreendimentos, com sede no Japão.  O empreendimento fracassou principalmente pela iminência da Segunda Guerra Mundial. Esses imigrantes deixaram a colônia de Santa Rosa e dispersaram-se pelos outros estados brasileiros sendo que uma parte deles mudaram-se para a região de Pelotas, Porto Alegre, São Leopoldo e seus arredores. Sabe-se que 24 ou 25 famílias japoneses oriundas principalmente de São Paulo se estabeleceram no Rio Grande do Sul antes de 1956.

As cidades ao redor de Porto Alegre, como Viamão do Sul, Terras de Areia e Itupã, além de alguns bairros da própria capital, foram os principais locais da colônia de Itati.

 

 

O núcleo de Ivoti foi criado pelo governo japonês no início da década de 70. As terras foram compradas pelo órgão de emigração do governo japonês, que as repassou, através de financiamentos, para os imigrantes que estavam dispersos por outras áreas. Os núcleos de japoneses se fixaram como agricultores dedicados ao cultivo de hortifrutigranjeiros.

Atualmente vivem no Rio Grande do Sul cerca de 1.650 cidadãos japoneses e aproximadamente 2.750 descendentes, atuando nas mais diversas áreas, desde agricultores, profissionais liberais, empresários e funcionários públicos, municipais, estaduais e federais. A cidade do Rio Grande do Sul com maior concentração de japoneses é Porto Alegre, com número próximo a 1000 habitantes, seguida de Gravataí, com cerca de 150 habitantes.

 

 

Considerações Finais

A praça Província de Shiga é um recanto em meio a grande área urbana ao seu redor, sua beleza e aconchego dá ao local pontos precisos para aqueles que querem sair da correria do dia a dia do caos da cidade.

Veja abaixo um pouco mais sobre o pequeno tesouro escondido na capital gaúcha.

 

E aí, tem algum lugar que considera especial e que deve ser comentado? Deixe sua indicação abaixo!

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1 Resultado

  1. stefano disse:

    A praça foi fundada em outubro de 1983. Por coincidencia, no mesmo ano… o Grêmio foi a Tokio e ganhou o mundial.

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