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Homossexualidade no Japão

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Em qualquer lugar do mundo a homossexualidade pode ser vista como um tabu e, de modo geral, uns concordam, outros não, mas o fato é que no Japão não é diferente, movimentos defendendo a causa LGBT também ocorrem por lá. Neste post abordaremos como é a aceitação dos relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, se isso é algo atual ou tem algum influência histórica, enfim, uma visão do que ocorre nos dias atuais.

Como é a receptividade sobre esse assunto num país onde a cultura tradicional é predominante? O que pensam os japoneses sobre a homossexualidade? Existe algum impacto na sociedade?

Essas e outras perguntas serão respondidas ao longo deste conteúdo.

 

 

Família no Japão

No Japão, a família é uma entidade de altíssima importância, homem e mulher (Quando de família tradicionais) têm papel definido dentro do relacionamento. O homem, de modo geral é responsável por trabalhar e manter a família. A mulher tem a responsabilidade de cuidar da casa e organizar as finanças.

 

Os filhos também são orientados de maneira diferente, de acordo com o sexo. O menino é cobrado para ser útil a sociedade e para a família, tendo por obrigação se formar e ser um adulto exemplar. Por outro lado, a mulher tem a liberdade de estudar, adquirir conhecimento, mas não há a obrigação acadêmica, ela é orientada a aprender conceitos voltados ao lar, a família, visando ser a esposa.

 

Com relação a adoção por casais gays no Japão, isso é um passo distante, uma vez que o certificado de união estável entre pessoas do mesmo sexo foi criado agora (05/11/2015).

 

Histórico da Homossexualidade

Uma das coisas que normalmente chocam as pessoas quando se fala sobre a homossexualidade no Japão é que não imaginam, mas ela é tão antiga quanto a própria cultura do país. Antes da era Meji já haviam relacionamento entre pessoas do mesmo sexo e isso era algo corriqueiro.
Kabuki – Para os japoneses, o kabuki é a arte dedicada ao deleite da gente comum, satisfazendo os caprichos contemporâneos, gostos e desejos de uma época. Em todos os aspectos, ele é elegante e vulgar, cômico e trágico, desenvolvendo o tema central da peça através de um ritmo que compõe-se de ka, bu, ki, ou seja, “cantar”, “dançar” e “representar”. O teatro kabuki não deve ser visto como algo muito sério, intelectual ou filosófico, mas como uma representação elaborada de entretenimento popular que não deixa de ter suas raízes artísticas.

 

No início só as mulheres atuavam dentro do kabuki e vestiam se como homens ao representarem personagens masculinos. O governo proibiu o “Okuni-kabiki”, como era chamado, devido ao escândalo que provocou na época, quando os homens que ia assistir estavam mais preocupados com a beleza das atrizes do que propriamente com o espetáculo.
Fonte: Cultura Japonesa


Wakashudo – 
Ao contrário do que se imagina e que é divulgado, os Samurais não eram caras que não ligavam para sexo, muito pelo contrário, eles tinham mente aberta quanto a homossexualidade, não eram os machões que os filmes, livros e animes mostram. Eles encorajavam os jovens em treinamento  “o caminho da mocidade”, onde os mais experientes se divertiam com os mais novos, bebiam, recebiam treinamento, mas em troca, satisfaziam as necessidades sexuais dos veteranos.

 

 

Japão na Atualidade

Como já dito no início desta matéria, o Japão possui vários movimentos visando melhorar a aceitação das relações homo afetivas (que já é muito maior do que grande parte dos países ocidentais)
Mesmo sendo um país de raízes tradicionais, tem uma visão diferente quando falamos de relações homossexuais principalmente por causa da religião. Quase não há protestantes no país, estes, têm o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo como algo repudiável, é um pecado. Isso não quer dizer que todo mundo aceita numa boa esse tipo de relacionamento. Ainda há muitas famílias que só consideram um relacionamento “tradicional” como saudável e prezam pelo padrão de homem como mantenedor e de mulher como a gestora do lar.

 

Algo interessante sobre o Japão é que de certa forma, incentivam as relações entre pessoas do mesmo sexo desde cedo, por meio dos animes e mangás de temática Yaoi (relações entre homens) e Yuri (relações entre mulheres).

O que é necessário entender é que no Brasil, a homossexualidade têm ganho muita força nos últimos tempos, sempre batendo record de público nas manifestações LGBT realizadas na Avenida Paulista todos os anos.
No Japão, este tipo de evento acontece, as relações não são tão aceitas, mas são mais fechadas, as pessoas são mais discretas em comparação as pessoas no Brasil.

 

A única aceitação explicita de relação homossexual no Japão é no contexto artístico, que até hoje é muito forte dentro da cultura tradicional. Este é o único momento em que a sociedade associa a homossexualidade como algo “normal”.

 

 

Casamento Homossexual no Japão?


homossexualidade_destaqueNo dia 05 de novembro de 2015 o distrito Shibuya oficializou a emissão do PRIMEIRO documento que reconhece civilmente a união entre pessoas do mesmo sexo. Hiroko Masuhara, de 37 anos, e Koyuki Higashi, com 30 anos , são as primeiras pessoas a conseguir tal documento. O primeiro programa desse tipo no Japão, que concede reconhecimento das uniões do mesmo sexo como sendo “equivalente ao casamento.”

E aí, qual sua opinião sobre este tema que é desconfortável para muita gente, mas que é algo comum para outro grande grupo de pessoas?

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