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Sofure, Companheiros de uma Noite

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Sofure. Que fenômeno é esse que em pouquíssimo tempo ganhou tantos adeptos e vem somando mais e mais seguidores? Quais as razões para que esta nova mania seja tão polêmica? O sofure tende a ser um novo “Status de relacionamento”? Porque este termo tem se propagado de maneira tão ampla nestes últimos tempos?

 

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O que é Sofure?

Sofure é um termo adotado para designar “companheiro apenas para dormir”.
Apesar de ser muito parecido com a amizade colorida, onde não há um relacionamento sério, um compromisso, o sofure também possui “regras” para que o conceito dê certo. A principal diferença entre a amizade colorida e o sofure é que neste último não há qualquer tipo de contato sexual, mas alguns praticantes seguem exatamente as mesmas regras de uma “Amizade com benefícios”.

 

Estipula-se previamente a periodicidade em que haverá o “encontro”. Outra característica interessante é que na maior parte das vezes são as mulheres que propõem este tipo de contato para os homens. Isso se dá devido a cultura do país que de modo geral, é bem rígida e embora haja dificuldade de expor sua sexualidade, muitas vezes as mulheres não tem um namorado ou relacionamento sério mas se sentem desprotegidas, inseguras e querem alguém para suprir essa necessidade, mas sem um vínculo afetivo, apenas de companheirismo e amizade mesmo. As vezes essa situação é tão intensa que até amigas e irmãos são candidatos para fazer companhia durante a noite.

 

 

 

Porque o Sofure faz sucesso?

Sabemos que muito se fala sobre o público jovem ter dificuldades de relacionamento por conta da pressão exercida pela sociedade.
Outro fato que devemos analisar é o preconceito que há com um público específico: Os Otaku. Devido a grande crise que atingiu o Japão durante o estouro da bolha econômica nas décadas de 1980 e 1990 causou grande queda na taxa de natalidade do país e grande parte desse acontecimento não teve vínculo direto com a economia, e sim com a atitude de muitos dos homens que sem perspectivas reais de vida, optaram por se fechar em seu universo particular, vivendo predominantemente em função de suas fantasias (muitas vezes relacionadas ao universo otaku).

 

É necessário também se atentar ao fator cultural proveniente do Japão, onde o contato mais próximo de fato é mais difícil de ocorrer, diferentemente do que ocorre nas relações sociais aqui no oriente, até um simples aperto de mão não é tão bem visto no Japão, enquanto aqui é muito comum. Vai um amigo abraçar ou beijar no rosto lá no Japão…. Constrangedor… O japonês é mais fechado e preocupado com TRABALHO, ficando o contato intimo em segundo plano.

*Queremos deixar claro que existem as exceções e que o japonês não é um cubo de gelo, mas o contato interpessoal é bem mais distante do que estamos acostumados aqui no Brasil.
A competição entre os japoneses fortifica ainda mais a frequência do Hikikomori e do Kodokushi.

Felizmente os tempos estão mudando e com a presença cada vez maior dos estrangeiros no Japão, as relações estão sendo refeitas. O contato corporal (como o aperto de mão e até uma conversa no metrô já estão sendo aceitos pelos mais jovens).

 

Devido a carência e a falta de companhia já que o individualismo ainda é grande no japão, essa nova mania tem se espalhado e ganhando força.

 

 

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Será que o Sofure funciona?

Uma pesquisa feita em um site de relacionamento mostra que as mulheres japonesas tem dado um passo adiante do que seria um dos maiores tabus da sociedade da terra do sol nascente. Estão aceitando mais seus próprios sentimentos e indo em busca da felicidade. E isso não se limita a SEXO, pelo contrário, trata-se de afetividade, de ser “mais humanos”.

 
Visando isso, foi criado um novo tipo de relacionamento, o Sofure, onde já é tratado como um negócio em grandes metrópoles como Tóquio. Recentemente surgiram várias empresas oferecendo esses serviços onde a moça contrata um cara pra passar a noite com ela, contudo, as pessoas não tem contato sexual, passam a noite juntos, fazem companhia um ao outro.

 
E no fim das contas, se tem gente que paga por este serviço, é algo que provavelmente tem dado certo (visto as circunstâncias citadas acima).

Veja um vídeo sobre o assunto abaixo:

Considerações Finais

Infelizmente, o Japão tem algo muito negativo que é o consumismo. Não que em outros países não haja isso, mas por ser uma nação em evidência, fica mais fácil perceber esse comportamento dentro da sociedade. Este tipo de relacionamento é controverso. Para uns não passa de frescura adolescente ou futilidade feminina… Pra outros, no entanto, é uma forma de revolucionar a forma com que o povo japonês se comunica e interage.

 

A competitividade entre as pessoas e o foco no trabalho (devido ao alto custo de vida) forçam os jovens a seguir o exemplo dos pais, tradicionalmente devotando a vida ao trabalho e ao estudo árduo. Em contra partida, temos o turismo que de forma indireta impõe novos costumes dentro da população nipônica.

 

Além disso ainda há a questão de protestar quanto a forma que o governo se posiciona com relação aos esforços para aumento da taxa de natalidade entre os nativos. A busca por melhorar os serviços para estrangeiros tem sido muito maior nos últimos anos mas ainda estão longe de alcançar um patamar confortável.
Uma vantagem que este sofure tem trazido é que muitos dos caras começaram a perceber que podem se aproximar das moças, quebrar alguns tabus de tradição e investir no que realmente é importante para a “perpetuar a raça”. A miscigenação ainda não é muito aceita entre povos que não são asiáticos, mas a aceitação dos gaijin tem se elevado, como pode ser vista no Festival do Japão 2015, que comemorou os 120 anos de amizade entre Brasil e Japão.

 

Fontes: Silvia In Tokyo, How Collect

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