Segurança no Japão: Um Exemplo para o Mundo

Sabemos que o Japão é um país de primeiro mundo e que serve de modelo para todo o planeta em diversas áreas. Sua cultura por si só encanta, sua culinária é apreciada em todo o globo além de ser o berço das novas tecnologias, que em grande parte surgem neste famoso e populoso arquipélago. Além de todos os pontos acima citados, o Japão surpreende em outro quesito muito importante: A SEGURANÇA.

 
Desde a segunda guerra mundial, após as bombas de Hiroshima e Nagasaki, o Japão tem seguido com afinco uma máxima para que pudesse mudar de uma nação destruída para uma nação modelo: “Confie, mas confira”.

 

Essa expressão tem como principal objetivo assegurar-se de que esteja tudo como realmente precisa estar. Na segurança isso também é primordial. “A porta está trancada? Bem, não custa nada conferir”. São situações simples do dia a dia que ajudaram este país ser considerado um dos mais seguros do mundo na atualidade.

 

 

Fatos e Dados Sobre a Segurança no Japão

Para se ter uma ideia, em um levantamento feito este ano pela revista THE ECONOMIST, 50 cidades foram avaliadas em todo o globo para medir a segurança. No ranking das 3 melhores posicionadas, duas estão no Japão. Tóquio (1ª colocada) e Osaka (3ª colocada).

 

Algo que chama a atenção é o fato de Tóquio, a primeira colocada ser também a cidade mais populosa do mundo. Ao se deparar com essa informação a primeira pergunta que certamente paira em nossas mentes é: COMO ISSO É POSSÍVEL?

 

Fazendo uma breve análise do Sistema de Segurança do país, percebe-se que desde 2007, foram adotadas diversas precauções contra catástrofes naturais, em especial Terremotos, que é uma das causas mais comuns de alertas contra desastres naturais, seguidos geralmente de Tsunamis por conta de sua Geolocalização.

 

 

Outro ponto importante é o constante investimento na segurança da população como um todo, incluindo segurança digital, saúde e infraestrutura. A análise é muito mais ampla do que simples verificação do comportamento criminal do indivíduo e isso tem feito a diferença. O constante amadurecimento da nação japonesa se dá principalmente por meio da educação e por causa do investimento em novas tecnologias.

 

Apesar de ser modelo neste quesito, a terra do Sol nascente ainda conta com parcerias fortíssimas no quesito de segurança, tendo como “aliado” os Estados Unidos. Para mais informações sobre este acordo entre os países, acesse EUA e Japão – Aliança.

 

Segundo visitantes do arquipélago asiático, segurança é algo que chega a incomodar em alguns casos tamanha as precauções que são tomadas. Apesar de conseguir visto para adentrar no Japão não ser algo possível somente para descendentes, o acesso ao país está sujeito a uma série de situações.

 
Para que se consiga ir para o Japão pela primeira vez, é necessário que se tenha uma renda suficiente para o período de permanecia no país. Não é tão fácil como ir para a Europa, onde em alguns locais é possível ser um mochileiro. O fato de o país ter uma segurança exemplar tem um preço. Tóquio por exemplo é um lugar muito caro para se viver. Osaka também é uma cidade onde a infraestrutura é muito boa, as construções, o transporte e a divulgação de situações de emergência (terremotos) também é tão presente quanto em Tóquio.

 

 

Como é Feita a Análise da Segurança no País?

Ainda de acordo com a revista THE ECONOMIST, no caso da segurança digital, foram levados em conta questões como o investimento para garantir que os cidadãos façam o acesso as mídias digitais sem medo de violação de privacidade ou roubo de dados pessoais.

 

A análise da segurança na saúde leva em consideração políticas ambientais e acesso a serviços de saúde, além da qualidade do ar e da água, expectativa de vida e mortalidade infantil, entre outros fatores.

 

A análise da infraestrutura considera a segurança de edifícios e vias, segurança no transporte e qualidade de infraestrutura elétrica, além de índices de acidentes com pedestres e número de pessoas morando em favelas. A categoria segurança pessoal considera o quanto a população sente-se bem em andar pela cidade sem temer ser roubada ou alvo de violência. São analisadas a atuação da polícia, estabilidade política, prevalência de crimes violentos e de uso de drogas, além da sensação de segurança da população.

 

 

Sistema de Policiamento Japonês

Uma instituição que é de suma importância na análise destes dados é a KOBAN, (Sistema de Policiamento Fardado). Seu papel é o de complementar e ajudar os esforços da comunidade, não de substituí-los.

 

Possuindo características de um Estado moderno, com um alto grau de participação social, (muito diferente do modelo brasileiro), o Japão possui um sistema de policiamento fardado baseado na estrutura da Polícia Nacional Japonesa.

 

Desenvolve um dos processos mais antigos de policiamento comunitário no mundo (criado em 1879), montado numa ampla rede de postos policiais, num total de 15.000 em todo o país, denominados KOBANS E CHUZAISHOS.

 

A estrutura básica voltada à prevenção do crime tem seu alicerce de sustentação focado no policiamento comunitário fardado da Polícia Nacional do Japão, através do qual a vida pacífica e calma da comunidade é mantida pelo sistema “Koban”, montada numa ampla rede de postos policiais, num total superior a 15.000 em todo o país. Só na cidade de Tóquio tem aproximadamente 1000 “Kobans” e 240 “Chuzaishos”.

 

Koban

japanese-koban

Os Kobans, em número superior a 6.500 em todo o Japão, estão instalados em áreas de maior necessidade policial de acordo com os critérios técnicos.

Esses postos de policiamento são construídos em dimensões racionais, em dois ou mais pavimentos, com uma sala para o atendimento ao público, com todos os recursos de comunicações e informática, além de compartimentos destinados ao alojamento (com camas e armários), cozinha, dispensa e depósito de materiais de escritório, segurança, primeiros socorros, etc.

 

No Koban, trabalham equipes compostas por 03 ou mais policiais, conforme seu grau de importância, cobrindo as 24 horas do dia em sistema de rodízio por turnos de 08, 12 ou até mesmo 24 horas, o que é mais comum.

 

No interior de um Koban há sempre uma equipe de um ou dois policiais para atendimento ao público e atender ao rádio e ao telefax; os demais desenvolvem atividades de patrulhamento a pé, de bicicleta ou mesmo motocicletas, e é responsável por uma pequena área e pelas visitas comunitárias, através das quais sabem o número de residências, comércios, estrangeiros residentes, enfim, um controle detalhado daquela pequena área, uma vez que o controle das ocorrências é de responsabilidade dos integrantes daquele Koban.

 

O Koban, por sua vez, localiza-se normalmente nos locais onde haja grande fluxo de pessoas, como zonas comerciais, turísticas, de serviço, próximo às estações de metrô, etc.

 

Chuzaisho

Chuzaisho

O policial é instalado numa casa, juntamente com sua família. Esta casa, fornecida pela Prefeitura, é considerada um posto policial, existindo mais de 8.500 em todo o Japão; cada Chuzaisho está vinculado diretamente a um Posto Policial do distrito policial onde atua.

 

O Chuzaisho localiza-se normalmente nos bairros residenciais. De modo geral, trata-se uma casa que serve de posto policial 24 horas, onde o policial reside com seus familiares, e na sua ausência a esposa atende aqueles que procuram o posto.

 

Ainda sobre esta questão de segurança temos uma particularidade com relação a polícia Japonesa. Assim como no Brasil, o PROERD (Programa Educacional de resistência  as Drogas e a Violência) possui seu mascote.

No Japão os Koban adotaram políticas similares.

Cada posto policial possui seu próprio mascote, claro que obedecendo a localização na qual este se encontra, portanto, varia de província para província.

O mascote abaixo é um dos mais conhecidos, sendo ele da Polícia de Tóquio.

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Caso queira saber mais sobre os mascotes da polícia japonesa, pode acessar Idle Idol (em inglês).

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