Explorando o Japão – Gueixas

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O que faz uma gueixa ser tão apaixonante não só para os homens, mas pra mulheres também? O que torna essa mulher tão especial? Como vive uma gueixa? O que uma gueixa faz?

Lábios vermelhos e pele branca… Nas suas ações podemos perceber a tranquilidade, é passiva e recatada, porém sensual e sedutora…   

Neste post você terá uma visão geral sobre as gueixas, entenderá o que elas tem que capturam o coração das pessoas e mais, saberá o que é verdade e o que é mito sobre essa figura tão emblemática da cultura japonesa.

 

Obs.: No final do post há a seção Verdade ou Mito esclarecendo as principais dúvidas sobre essa mulher misteriosa.

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Introdução

Na maioria das vezes, quando se fala em mulher japonesa referindo-se a cultura tradicional da Terra do Sol Nascente, a primeira imagem que nos vem em mente provavelmente é de uma mulher com quimono colorido, segurando ou não um guarda-chuva, usando batom vermelho, com o rosto esbranquiçado e com o cabelo todo adornado, não esquecendo, claro, do tradicional “chinelo de madeira”.

Se você também visualiza uma mulher com as características descritas ao falarem sobre  a cultura tradicional do Japão, saiba que você tem em mente uma gueixa.

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Você sabe o que é Gueixa?

Muito se fala sobre essa mulher de habilidades misteriosa, mas o que de fato caracteriza uma Gueixa? Qual é seu o papel na sociedade japonesa?

 
Ter contato direto com uma Gueixa, mesmo que apenas visualmente falando é algo realmente difícil de ocorrer.

Elas só aparecem em público somente em situações realmente necessárias, como no Jidai Matsuri (Festival das Eras), e na temporada de danças tradicionais Kamogawa Odori (Danças do Rio Kamo) que ocorrem no mês de outubro em Kyoto.

Fora dessas situações, alguns sortudos conseguem vê-las andando pelas ruas, nas raras ocasiões em que elas saem para ter aulas de dança, shamisen (cítara de três cordas tradicional) ou ikebana (arranjo floral).

Vale ressaltar que nestes casos, as gueixas encontradas nessas situações geralmente são as gueixas em formação (Maiko-san).

A única situação onde podemos encontrar uma gueixa experiente (Geiko-san) na rua é a caminho de um estabelecimento para entreter algum empresário ansioso em impressionar seus convidados. 

Portanto, ser servido ou entretido por uma gueixa, mesmo entre os japoneses, é privilégio de poucos!

 

Descrevendo uma Gueixa

As gueixas são um deleite para os olhos, como uma obra de arte viva que pelo olhar misterioso, gestos finos, porém sensuais, sempre simples e de muita beleza, conquistam os corações de quem as admiram.

Gueixa – do japonês geisha (forma romanizada) significa artista. Sendo mais específico na definição deste conceito, gueixa é uma mulher japonesa que é treinada desde muito jovem para ser conhecedora da dança, do canto e da arte da conversação, além de possuir habilidades de comunicação para entretenimento de quem ela for servir, seja em casas de chá ou em reuniões.

Uma gueixa após formada terá competência para realizar com perfeição o que lhe for pedido. Em resumo, gueixa é uma pessoa das artes.

Diferentemente do que muitos pensam, gueixa não é uma prostituta e sim uma mulher que possui habilidades e competências impares no ramo artístico e não tem uma vida fácil, afinal, grande parte delas vivem em função desta atividade que exige muito treino e dedicação.

Para que se tenha uma ideia, tornar-se uma gueixa leva tanto tempo quanto se formar em engenharia… Incrível não??? São necessários, em média, 5 árduos anos para que alcance o nível aceitável de capacitação!

Agora que já temos o conceito de gueixa formado e esclarecido em nossas mentes, vamos nos aventurar nas origens dessa personagem tão emblemática da cultura japonesa.

 

 

História das Gueixas

Para que seja possível explicar a origem da gueixa que conhecemos hoje, é necessário viajar no tempo e analisar o contexto vivido pelos japoneses no seculo XIII.

Nesta época existia uma espécie de “bobo da corte”, os chamados Houkan (que em tradução literal significa tocador de tambor – taiko, de onde derivou o nome popular para a profissão taikomochi).

Estes, por sua vez, tinham como principal função entreter seu superior com apresentações de dança. Detalhe… ERAM HOMENS… Sim, homens!

 Com o passar do tempo outras tarefas foram atribuídas aos Houkan, inicialmente atividades envolvendo eventos importantes como a cerimônia do chá.

Pouco tempo depois, estes conseguiram ainda mais espaço, sendo os “bobos da corte”, entretendo seus superiores e mais: por muito tempo foram conselheiros pessoais de seus senhores feudais.

 

Por volta do século 16, os Houkan passaram a ser chamados também de Otogishu ou Hanashishu (narradores de histórias). Nessa época também passaram a atuar como consultores militares, ajudando a elaborar estratégias de guerra e até participando de batalhas, ao lado dos samurais e daimyo.

Em resumo, viraram o famoso “Severino”, fazendo de tudo que fosse necessário. Se o senhor feudal (daimyo) queria se divertir, ele chamava o Taikomochi. Se precisava de alguém para lutar no campo de batalha, ele chamava o Houkan. Se precisava de entretenimento, conselhos de amor ou de guerra, ele chamava o Taikomochi.

 

 

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Do século 17 em diante, muita coisa mudou. As guerras foram diminuindo e a paz voltou a reinar no Japão. Com isso, os Taikomochi começaram a perder gradativamente suas funções, a ponto de serem apenas úteis para entretenimento.

 
Muitos viram como opção, trabalhar em casas noturnas, os bordeis. Apesar de exercerem as mesmas atividades que as mulheres, vender seu corpo, eles se diferenciavam destas pelo fato de serem conhecedores profundos da arte que se propunham a aprender.

Grande parte era inclusive pessoas de renome fazendo a mistura de serviços sexuais e arte como nova profissão.

Com o declínio e mudança drástica da posição dos Houkan na sociedade, estes começaram a ser apelidados de gueixa (otoko-geisha) onde otoko = homem e geisha = pessoa da arte.

 
Verificando que as pessoas dedicadas à arte estavam em escassez, principalmente pelo preconceito já que muitos trabalhavam em bordeis, algumas mulheres retomaram a essência artística, se dedicando a dança, música e arte de modo geral.

Dessa forma, surgiram as primeiras gueixas, agora, com um novo olhar da sociedade, pois estas esbanjavam sofisticação, além de possuírem uma perspectiva mais contemporânea.

 

A Gueixa Como Conhecemos Hoje

Não demorou muito até que as onna geisha (mulher das artes) fossem popularizadas e ganhassem status de luxo, sendo reservadas, misteriosas… Não restaram muitos afazerem para os taikomoshi, então, aqueles que não gostavam de trabalhar em casas noturnas, tiveram como alternativa ser os assistentes das maiko geisha (gueixa aprendiz).

 

Conhecendo a vida das Gueixas

A primeira coisa que você precisa saber sobre as gueixas é que ela sofre muito para alcançar o status de Geiko-san. São necessários anos e anos de treinamento intenso nos mais diversos ramos da arte, tais como música, dança e ainda etiqueta (usada principalmente nas cerimônias do chá).
No Japão, a condição de gueixa é cultural, simbólica e repleta de status, delicadeza e tradição. Ao longo dos séculos, esse contexto foi desenvolvido pelo aperfeiçoamento da técnica dessas artes e pela estrutura rígida necessária para se tornar uma gueixa e permanecer como tal, conforme já ambientamos nos parágrafos acima.

 

O Treinamento da Mulher das Artes

Tradicionalmente, o treinamento para ser gueixa era feito desde muito cedo, por volta dos nove anos de idade, em alguns casos, quando as crianças eram filhas de gueixa, chegaram a receber a criação de uma gueixa tendo o treinamento para tal a partir dos três ou cinco anos de idade, para serem sucessoras das atividades exercidas pelas mães.

 O treinamento é composto por uma série de etapas e exige muita dedicação em cada estágio. Para as meninas menores de 21 anos, há uma introdução, um treino de um ano antes de assumirem o posto de maiko geisha (gueixa aprendiz).

As que já possuem 21 anos ou mais, iniciam direto o treinamento, contudo, por ser consideradas velhas para o treinamento, possuem menos prestígio em suas atividades, sendo consideradas “inferiores” as que passam pelo estágio maiko.

Algumas das maiko habilidades adquiridas eram dança, a capacidade de tocar instrumentos tradicionais, artes vocais, e cerimônia do chá.

 

Maiko-gueixa

 

A ordem do treinamento seguia o seguinte padrão:

Shikomi: onde elas passam por um treinamento de “serva”. Aqui elas aprendem assisti indo as aulas e também fazendo as tarefas diárias, além de ajudar as outras gueixas neste momento. O período shikomi dura cerca de quatro anos se for realizado corretamente e ser concluído no tempo correto.

 

Minarai: Feito isso, por cerca de um mês, a gueixa em formação vai ser uma minarai, ou seja, vai “assistir e aprender”. Neste momento ela observa outra gueixa em ozakashi, ou festas de chá / cerimônias. Aqui a aprendiz tem que se acostumar a usar um conjunto quimono semelhante (mas não igual) ao de uma maiko. Seu cabelo vai ser decorado no estilo tradicional, e neste estágio é inserida a maquiagem branca e espessa.

Após essas duas etapas, a aluna permanece frequentando as aulas para manter suas habilidades em dia. É neste momento que elas recebem uma “irmã mais velha”, ou onee-san para ser seu mentor.

Somente após este treinamento a gueixa começa a fazer apresentações como participar de festivais afim de conseguir boa reputação para ela e para a casa que está lhe dando o treinamento.

Entre os 19 e 21 anos de idade a maiko se prepara para conseguir mudar de maiko para geiko geisha. Esse processo é chamado de eriage, onde ela recebe um adornamento um pouco diferente (sobre as roupas falaremos mais a diante).

Durante esta fase, para que haja boa interatividade entre a gueixa que está sendo treinada e a casa que está capacitando-a, é recomendado que a maiko considere a hipótese de ter uma imouto-san (irmã mais nova), pois isso mostra que a maiko tem segurança no treinamento que recebeu e que ela está apta a transmitir o conhecimento recém adquirido.

 
Quando isso ocorre e a gueixa consegue o “colarinho” de “geixa plena”, é concluído o treinamento e ela pode exercer a função. Algo interessante é que mesmo tornando-se gueixa, não para o aprendizado.

Por 3 até 10 anos ela continua a usar quimono bem chamativo e a tradicional maquiagem branca em sua face. Quando este período acaba e a gueixa torna-se uma sênior, não há mais a necessidade de uso da maquiagem, seu quimono torna-se mais discreto e obviamente, pela experiência e raridade em encontrar mulheres que dediquem tanto tempo pura e exclusivamente a profissão, torna-se algo acessível a poucos, um serviço realmente caro (por isso o mito de mulher inalcançável, intocável).

 

Vestimenta de uma Gueixa

Agora que já comentamos sobre a vida de uma maiko e geiko, podemos falar sobre o adornamento recebido por esta ilustre personagem da história do Japão.
O primeiro item e o mais lembrado é o quimono. Este sofre variações de acordo com a idade da gueixa, desde seu treinamento até se tornar uma gueixa sênior.

 
Tudo numa maiko tem como intenção revelar a sua imaturidade e jovialidade, bem como tudo numa geiko nos indica a sua maturidade e reserva. As maiko usam cores fortes e vivas, enquanto as geishas usam cores suaves, geralmente de tons pastéis, mas a primeira coisa a saber para distinguir ambas é sem dúvida as cores vermelho e branco.

 A cor vermelha é usada pelas maiko, pois para os japoneses, essa é a cor da imaturidade e da pouca experiência, que de certa forma nos remete para a infância. Esta cor é usada em fitas de veludo ou shibori que a maiko ata ao seu cabelo trabalhado, no seu juban, nas fitas dos seus okobo e sobretudo no seu colar, ou gola por assim dizer, altamente bordado. Essa gola é chamada de Haneri, e pode dizer-nos muito sobre o avanço na sua aprendizagem.

 
Além disso deve-se notar que baínhas para quimono são usadas apenas em crianças, de forma a que quando elas ficarem mais crescidas se possam tirar as baínhas de modo que o quimono possa ser utilizado o mais tempo possível. Mais uma vez, este é um componente “infantil” do vestuário da maiko, que lhe dar um ar digamos, “que fofo” e pequeno.

 

 

As estampas contidas no quimono também são elementos joviais, remetendo as roupas infantis.

kimono-maiko-gueixa

 

Já a gueixa quando está em seu estágio de “recém-formada”, mas ainda não alcançou o estágio de sênior, usa roupas um pouco mais discretas, geralmente não contendo vermelho em sua composição. Vale ressaltar que não é uma regra, mas neste momento ela já possui maturidade e não necessita mais das cores fortes no seu quimono.

 
A geisha usa hikitomesode e outros tipos de hikizuri (quiimono que arrasta) de manga mais curtas, com tons claros como azul ou rosa bébé, creme e outros tons pastéis. O branco é a sua cor. O seu haneri é todo branco bordado, significando que é adulta e sábia, assim como o seu obiage (que é um longo pano de seda que fica por baixo do obi), está apenas um pouco visivél sob o obi significando a sua descrição e seriedade.

 

O seu obi não é longo como o da maiko nem tão largo, e é geralmente em tons dourados, usado com o laço Otaiko, que é comum a todas as mulheres casadas, no entanto nas geishas a diferença é a sua camada dupla e maior tamanho. O obi é usado abaixo do peito, podendo assim a geisha exibir as suas formas ao contrário da maiko.

O obi é ligeiramente cruzado, o que é considerado sexy e elegante. O juban da geisha é geralmente cor de rosa e sem muitos desenhos, e geralmente ela usa apenas komachi geta, getas normais ou zori, que nunca excedem muito mais que 5 centímetros de altura.

 

 

senior-gueixa

 

 

 

Abaixo podemos ver na comparação qual a real diferença entre a maiko e a geiko:maiko-geiko-geixa

 

Ainda falando sobre os adornamentos de uma gueixa, temos também o cabelo como parte importante na diferenciação entre experiente e aprendiz.

 

 

A gueixa usa unicamente uma katsura (peruca feita de cabelo humano), em estilo Taka Shimada. Este era um penteado usado somente por mulheres casadas, de forma a que simboliza não só a sua maturidade mas também o seu compromisso para com as artes.

 

 

cabelo-gueixa

 

No entanto, o penteado da maiko é o mais usado como ponto de referência do grau de maturidade e aprendizagem. Existem vários tipos de penteados, como o Wareshinobu, Ofuku, Katsuyama, Yakko-Shimada e Sakkou. Esses penteados são feitos com o cabelo real da aprendiz. Essa é a principal diferença. Não entraremos em detalhes sobre cada um pois são pequenas as diferenças.

 

 

maiko-cabelo-gueixa

 

As diferenças não param por ai, além da roupa e da decoração do cabelo, há diferença no calçado que elas usam. A maiko usa um calçado que tem como principal característica aumentar sua altura além de lhe dar estabilidade para andar mesmo nos pequenos passos que são necessários por conta de sua vestimenta. Estes são chamados de okobo, no entanto, são geralmente bastante simples, feitos de madeira inacabada. A cor das alças indica o grau ou experiência do maiko, começando com Hanao, vermelho e terminando seus dias como maiko usando okobo com alças de cor amarela, pouco antes de se tornar uma gueixa por completo.

 

 

Maiko-okobo-gueixa

 

Por outro lado, a gueixa por direito, ou geiko não usa okobo, elas usam geta padrão ou zori. Embora simples em termos de construção o calçado da maiko é extremamente caro e um pouco difícil de encontrar.

GETA-ZORI-gueixa

 

 

 

Maquiagem das Gueixas

Segundo estudos de alguns historiadores, era comum, durante o Período Heian (cerca de mil anos antes de Cristo, quando a China exercia grande influência cultural sobre o Japão) as mulheres utilizarem maquiagens similares à das gueixas – várias orientais utilizam pó a base de farinha de arroz para deixar a pele bem clarinha até os dias de hoje. Era naquela época, também, que várias damas tinham o costume de depilar todos os pelos da sobrancelha para aplicar uma pasta branca no rosto e, depois, redesenha-las no alto da testa.

 

 

As gueixas dominam como ninguém a arte de pintar os olhos e sobrancelhas com tinta líquida justamente por passarem espessas camadas de pó branco no rosto – um tracejado em falso e toda maquiagem deverá ser retirada para ser refeita desde o princípio. As sobrancelhas são desenhadas em preto e recebem um leve toque de vermelho, assim como os olhos. A quantidade de pigmento começa a diminuir conforme a maiko (aprendiz) se torna uma gueixa, até que ele seja excluído da maquiagem.

 

 

Para conseguir o efeito “lábios de boneca”, as gueixas pintam os lábios com a ajuda de um pequeno pincel. Antigamente, se usava água misturada uma tinta extraída a partir de uma flor coberta com açúcar cristalizado para dar brilho. O tom usado é intermediário entre o vermelho vivo e o carmin.

 

 

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Nos dias atuais a forma de se maquiar é um pouco diferente, mais ainda exige muito da gueixa. Você pode ver nessa maquiagem “simples” o trabalho que ela tem para manter a aparência impecável…

 

 

 

 

 

É verdade ou Mito?

 

Toda mulher japonesa que tem a face pintada de branco e usa batom vermelho pode ser chamada de gueixa?

R: Não! Gueixa significa pessoa das artes. Logo, somente aquelas que desde criança se reservam para aprender a arte milenar japonesa e passam pelo treinamento, tornando-se maiko e depois gueixa por completo é que são de fato Gueixas.

 

 

As gueixas são garotas de programa de luxo?
R: Não! Este mito surgiu em duas épocas da história japonesa. A primeira quando elas surgiram, substituindo os houkan ou taikomochi, pois estes, em sua maioria trabalhava em bordeis. O segundo momento foi quando as prostitutas (em meados dos anos 1950) começaram a referir-se a elas próprias como gueixas, afim de ganhar o prestígio que elas possuíam. Obviamente, toda regra tem sua excessão e em alguns casos a gueixa optava por servir o entretido além das artes, partindo para o apelo sexual.

 

 

É verdade que as primeiras gueixas da história eram homens?
R: Sim! Eram homens, contudo não possuíam o nome de gueixa, no início eram chamados de hyokan e popularmente conhecidos como taikomochi, ou tocadores de tambor, mesmo que não exercessem essa função.

 

 

É verdade que gueixa não podia se casar?
R: Sim! Enquanto fossem gueixas, elas estavam proibidas de ter qualquer tipo de relacionamento amoroso sério. Se resolvesse se casar por exemplo, a gueixa era obrigada a se aposentar definitivamente da profissão.

 

 

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Fontes: Japão em Foco, Info Escola, Mundo Estranho, All in Japan